UMA ANÁLISE DA MEDICALIZAÇÃO INFANTIL: O CALAR DO DISCURSO EM UMA VISTA PSICANALÍTICA

AN ANALYSIS OF CHILD MEDICALIZATION: THE SILENCE OF DISCOURSE FROM A PSYCHOANALYTICAL VIEW

Autores

  • Marcelina Guedes MARTINS Faculdade Herrero
  • Priscila Cristina de SOUZA Faculdade Herrero
  • Paula Maria Ferreira de FARIA Faculdade Herrero
  • Luiz Fernando Duran IÓRIO Faculdade Herrero

DOI:

https://doi.org/10.59974/1984-8153.2026.553

Palavras-chave:

Medicalização , Criança , Saúde Mental, Diagnóstico

Resumo

Introdução: A medicalização da infância tem se intensificado, transformando manifestações emocionais e comportamentais em diagnósticos clínicos e tratamentos medicamentosos, reduzindo o sofrimento psíquico a uma dimensão biológica e ignorando sua complexidade subjetiva. Objetivo: Compreender o impacto da medicalização infantil na constituição do sujeito. Materiais e Métodos: Pesquisa qualitativa, exploratória e crítica; coleta de dados em três sessões individuais por entrevista semiestruturada. Critérios de inclusão: responsáveis de crianças de 0 a 13 anos com diagnóstico e uso de medicação. Critérios de exclusão: responsáveis de crianças acima de 14 anos ou sem diagnóstico. Resultados e Discussão: A Risperidona é o psicofármaco mais citado, seguida por Aripiprazol e Ritalina, com tratamento iniciado entre 2 e 9 anos. Oito crianças apresentam múltiplos diagnósticos (TEA e TDAH); seis responsáveis relataram pressão escolar para medicar; dez reportaram melhora com a medicação. Conclusão: A medicalização silencia a complexidade subjetiva, transforma questões sociais em déficits biológicos e evita a implicação familiar no sofrimento da criança, o que a psicanálise relaciona à foraclusão da função paterna simbólica.

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Publicado

2026-07-04