RELAÇÕES DE GÊNERO E O IMPACTO NA SAÚDE MENTAL DAS MULHERES: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA

GENDER RELATIONS AND THE IMPACT ON WOMEN’S MENTAL HEALTH: A SYSTEMATIC LITERATURE REVIEW

Autores

  • Janyne Aline dos Santos das NEVES Faculdade Herrero
  • Karla Neves BERNARDES Faculdade Herrero
  • Elisângela Sousa Pimenta de PADUA Faculdade Herrero
  • Paula Maria Ferreira de FARIA Faculdade Herrero
  • Tânia Mara de Góes FURTADO Faculdade Herrero

DOI:

https://doi.org/10.59974/1984-8153.2026.472

Palavras-chave:

Gênero, Mulheres, Saúde Mental

Resumo

Introdução: As relações de gênero são construções sociais que estruturam a vida em sociedade a partir das diferenças percebidas entre os sexos, funcionando como elementos centrais na organização social. Esses processos influenciam diretamente o bem-estar psíquico, mediado por fatores sociais, culturais, econômicos e políticos, evidenciando a necessidade de compreender como os padrões de gênero impactam a saúde mental das mulheres. Objetivo: Analisar como a literatura científica nacional descreve o impacto das relações de gênero na saúde mental das mulheres, identificar as configurações de gênero predominantes na contemporaneidade e explicar de que forma tais relações afetam a saúde mental das mulheres. Métodos: Foi realizada uma revisão bibliográfica sistemática da literatura, qualitativa de caráter exploratório, com seleção de artigos publicados, entre 2020 e 2025, na base CAPES, utilizando a Análise de Conteúdo de Bardin. Resultados e Discussão: Foram identificados 9 artigos analisados na íntegra explicitando três eixos centrais: (1) Violência; (2) Sobrecarga de trabalho; e (3) Medicalização do sofrimento, evidenciando desigualdades de gênero historicamente construídas e naturalizadas, que deixam marcas na subjetividade feminina e se associam a ansiedade, depressão e sofrimento psíquico. Considerações finais: O adoecimento psíquico feminino requer análise crítica das relações de gênero e dos determinantes sociais que contribuem para o sofrimento das mulheres. Os achados reforçam a necessidade de políticas públicas e práticas de saúde mental que superem a medicalização e promovam serviços qualificados, voltados ao enfrentamento das causas estruturais desse sofrimento.

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Publicado

2026-07-04